Pesquisas

Base científica: de onde vêm as atividades da Irispace.

As atividades foram concebidas por uma equipe de psicologia, educação e tecnologia a partir de paradigmas consolidados da psicologia cognitiva e da neuropsicologia, transpostos para ambientes de realidade virtual.

Publicações

O que já publicamos

Trabalhos revisados e publicados sobre a concepção da plataforma. Os textos completos ficam no site de cada editora.

Capítulo de livroPublicado2026

Irispace: realidade virtual e neuropsicologia aplicadas ao desenvolvimento cognitivo

Érica Cíntia Roscosz, Joice Bueno Correia da Rosa, Laís Canesim Betiol, Liliana Gravronski, Michael Lemes Gomes, Albino Szesz Junior, Maurício Zadra Pacheco

Engenharias e aplicações tecnológicas em diversos campos de aplicação 2, cap. 7. Atena Editora, p. 80-93

DOI: 10.22533/at.ed.650122626067

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Descreve a concepção e o desenvolvimento da Irispace, plataforma brasileira de realidade virtual voltada à estimulação de habilidades cognitivas e executivas. É uma pesquisa aplicada, exploratória e descritiva: as atividades imersivas foram elaboradas por equipe multidisciplinar de psicologia, educação e tecnologia a partir de paradigmas consolidados da psicologia cognitiva e da neuropsicologia (classificação com mudança de critério, completamento de séries com inferência de regras, associação intermodal e categorização semântica), transpostos para ambientes tridimensionais. O texto apresenta as dez atividades da primeira versão, distribuídas em quatro ambientes, sua fundamentação teórica e a convergência com as competências gerais da BNCC, e discute o potencial da abordagem para o engajamento e para a observação de aspectos como persistência, autorregulação e adaptação a regras. A verificação empírica dessas hipóteses e o estudo de propriedades psicométricas ficam para uma etapa seguinte do projeto.

Palavras-chave: Realidade virtual. Neuropsicologia. Cognição. Tecnologia educacional. Transtornos do neurodesenvolvimento.

Citação ABNT: ROSCOSZ, Érica Cíntia et al. Irispace: realidade virtual e neuropsicologia aplicadas ao desenvolvimento cognitivo. In: ENGENHARIAS e aplicações tecnológicas em diversos campos de aplicação 2. Ponta Grossa: Atena, 2026. cap. 7, p. 80-93. DOI: https://doi.org/10.22533/at.ed.650122626067.

Na prática

Como a sessão gera dados

O interesse não está só no acerto final, mas no caminho: como o desempenho muda entre rodadas, como a pessoa responde ao aumento de complexidade e como reorganiza estratégias depois de um erro.

  1. 01

    4 níveis por atividade

    Cada atividade tem quatro níveis de complexidade crescente, com cerca de três rodadas por nível.

  2. 02

    Dados a cada rodada

    Ao fim de cada rodada, o desempenho é enviado ao servidor. Fica registrado o processo ao longo da sessão, não só o resultado final.

  3. 03

    Mediação ao vivo

    O profissional configura a sessão no painel, acompanha em tempo real o que a pessoa vê e pode trocar atividades, reiniciar rodadas e ajustar níveis sem interromper.

  4. 04

    Leitura do profissional

    Ao final, os dados aparecem por atividade e em linha do tempo. A interpretação continua sendo do profissional habilitado.

Segurança

Uso de realidade virtual com crianças

Uma revisão sistemática com 26 estudos sobre o uso de óculos de realidade virtual por crianças com menos de 14 anos (Bexson; Oldham; Wray, 2024) encontrou apenas sintomas leves de cibersíndrome, que não chegaram a motivar a interrupção do uso. Crianças com ambliopia preexistente podem ter visão dupla, que passa quando a exposição termina. Dois ensaios clínicos randomizados não encontraram diferença de eventos adversos entre os grupos.

Os próprios autores ressalvam que essa evidência se refere sobretudo a exposições breves e supervisionadas, e que ainda é escassa para exposições repetidas.

Na Irispace, toda sessão é supervisionada: o profissional acompanha em tempo real o que a pessoa vê e pode interromper ou trocar a atividade a qualquer sinal de desconforto. Seguimos a recomendação da Meta de uso dos óculos a partir de 10 anos.

Referências

Referências

Obras citadas no capítulo publicado, em formato ABNT.

  1. BEXSON, Charlotte; OLDHAM, Geralyn; WRAY, Jo. Safety of virtual reality use in children: a systematic review. European Journal of Pediatrics, v. 183, n. 5, p. 2071-2090, 2024. DOI: 10.1007/s00431-024-05488-5.
  2. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Brasília: MEC, 2018.
  3. CATTELL, Raymond B. Abilities: their structure, growth, and action. Boston: Houghton Mifflin, 1971.
  4. DOULOU, Filippia; PIOLINO, Pascale; ANGEARD, Nathalie. Virtual reality programs targeting executive functions and social cognition evaluation and/or rehabilitation in children with ADHD or ASD: a narrative review. Frontiers in Psychology, v. 16, art. 1583052, 2025. DOI: 10.3389/fpsyg.2025.1583052.
  5. GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 7. ed. Barueri: Atlas, 2022.
  6. LEZAK, Muriel Deutsch; HOWIESON, Diane B.; BIGLER, Erin D.; TRANEL, Daniel. Neuropsicologia: avaliação e intervenção. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2012.
  7. PARSONS, Thomas D. Virtual reality for enhanced ecological validity and experimental control in the clinical, affective and social neurosciences. Frontiers in Human Neuroscience, v. 9, art. 660, 2015. DOI: 10.3389/fnhum.2015.00660.
  8. PARSONS, Thomas D.; BOWERLY, Todd; BUCKWALTER, J. Galen; RIZZO, Albert A. A controlled clinical comparison of attention performance in children with ADHD in a virtual reality classroom compared to standard neuropsychological methods. Child Neuropsychology, v. 13, n. 4, p. 363-381, 2007.
  9. RAVEN, John C. Manual das Matrizes Progressivas de Raven e Escalas de Vocabulário. Oxford: Oxford Psychologists Press, 2000.
  10. RIZZO, Albert A. et al. The virtual classroom: a virtual reality environment for the assessment and rehabilitation of attention deficits. CyberPsychology & Behavior, v. 3, n. 3, p. 483-499, 2000.
  11. SHEPARD, Roger N.; METZLER, Jacqueline. Mental rotation of three-dimensional objects. Science, Washington, v. 171, n. 3972, p. 701-703, 1971.

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